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O QUE APRENDEMOS AO LONGO DA FORMAÇÃO
VAMOS RETOMAR ALGUNS CONCEITOS CENTRAIS SOBRE NOSSO PERCURSO FORMATIVO
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É possível que os estudantes possam ler, mesmo sem saber ler convencionalmente?
Sim! As crianças usam hipóteses para leitura como uso de letras conhecidas, estabelecem relações entre as palavras, se atentam ao som do que foi lido.
Não. É necessário aprender todo o abecedário para que as crianças possam começar a ler e escrever.
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A escrita pelo(a) professor(a) apoia que os(as) estudantes aprendam a escrever por si mesmos(as)?
Não! Para aprender a escrever a criança precisa de treino individual de escrita. A cópia é o principal apoio para o estudante.
Sim! Quando o(a) professor(a) escreve enquanto as crianças ditam ele(ela) oferece um modelo de como usar procedimentos de escrita dos diferentes gêneros textuais. A revisão que o(a) professor(a) faz também é muito potente para complementar e entendimento sobre os processos de escrita, por parte dos(as) estudantes.
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Atividades de leitura e de escrita realizadas em duplas contribuem para o avanço nas aprendizagens das crianças?
Sim! Colocar uma criança alfabética ajudando uma criança silábica sem valor sonoro faz com que uma criança "puxe" a outra.
Sim! Principalmente se as duplas forem planejadas considerando proximidade de saberes, pois a troca entre as crianças é tão potente quanto as intervenções do(a) professor(a).
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Para aprender a escrever as crianças precisam começar pelas letras, depois as sílabas para só então aprender a escrita de palavras e frases?
Sim. Se as crianças não sabem os nomes de todas as letras do abecedário elas não conseguem escrever. Precisam escrever primeiro as sílabas para somente então conseguir usar as sílabas nas palavras e depois em frases.
Não! As crianças precisam entrar em contato com textos reais de uso social, de diferentes gêneros, legendas, bilhetes, convites, fábulas, poesias, contos, por exemplo. Exploramos os textos exemplificando suas diferentes funções. Nos aprofundamentos no estudo de cada gênero intercalando situações de escrita pelo(a) professor(a) e de escrita pelo(a) estudante para que as crianças tenham repertório sobre como escrever, garantindo tempo para que produzam seus textos em mais de uma etapa e possam revisá-los.
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Jogar com as crianças é suficiente para que elas aprendam conteúdos curriculares na matemática?
Sim! O jogo tem muito potencial para a aprendizagem na matemática porque trabalha o raciocínio.
Não! Apenas o jogar não é suficiente para promover as aprendizagens curriculares. Para que o jogo contribua com as aprendizagens esperadas é fundamental que o(a) professor(a) planeje discussões que tragam reflexões sobre as estratégias utilizadas durante o jogo, ajudando as crianças a explicitarem suas hipóteses, a validarem, ampliarem, ou refutarem seus saberes e a tomarem consciência sobre sua construção de conhecimento.
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Quando vejo as crianças errando durante o momento em que estão jogando um jogo eu faço um intervenção na mesma hora?
Não! É importante assegurar que o momento do jogo seja de prazer e ludicidade. Enquanto as crianças jogam o(a) professor(a) observa as estratégias e o erros para trazer bons exemplos para o grupo em um outro momento. O erro está à favor das aprendizagens, por isso é muito potente mostrar exemplos de erros e perguntar para as crianças porque acham que está errado e como podem resolver, ou corrigi-lo.
Sim! Não podemos aceitar que os estudantes continuem jogando se percebemos que estão cometendo equívocos. Corrigimos na hora.
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Não podemos apresentar números de grandezas maiores, com três algarismos, por exemplo, se as crianças ainda não dominam esse campo numérico?
É importante apresentar campo numérico maior do que aquele que já está apropriado pelos estudantes, mesmo que eles ainda conheçam poucos números, como utilizar o quadro numérico até o 100, por exemplo, pois quando eles refletem sobre o todo eles têm maiores condições de observar regularidades do sistema de numeração decimal. Mesmo que, a principio, não tenhamos expectativa de que tenham que aprender a ler e escrever todos esses números sem cometer equívocos, é fundamental que possam vivenciar propostas em que sejam desafiados a compará-los e estabelecer relações de compreensão que caracterizam esse sistema.
Se a maioria dos meus alunos só sabe os números até o 20, é apenas com esse campo numérico que eu vou trabalhar, porque se não eu dificulto muito as atividades deles.
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A melhor forma de corrigir as produções das crianças é devolvendo cada atividade com marcações daquilo que está errado.
Sim! Não podemos aceitar produções com erros. As famílias também não aceitam. Se o erro não for evidenciado eles continuam errando.
Quando eu observo exemplos de erros que a maioria das crianças do grupo costuma cometer e mostro para os estudantes comparando com respostas corretas e deixo as crianças discutirem sobre o que está certo e errado e porquê estou contribuindo para que compreendam melhor sobre as principais dificuldades que eles apresentam, sem condenar o erro e sim pensar sobre as melhores maneiras de chegar nas respostas corretas.