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𝐀𝐬 𝐜𝐢𝐧𝐜𝐨 𝐯𝐢𝐭ó𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐝𝐨 𝐁𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥 𝐧𝐚 𝐂𝐨𝐩𝐚 𝐝𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐝𝐨

𝐀𝐬 𝐜𝐢𝐧𝐜𝐨 𝐯𝐢𝐭ó𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐝𝐨 𝐁𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥 𝐧𝐚 𝐂𝐨𝐩𝐚 𝐝𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐝𝐨

Tags : FIFA copa do mundo Brasil Futebol

➣𝐀𝐬 𝐜𝐢𝐧𝐜𝐨 𝐯𝐢𝐭ó𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐝𝐨 𝐁𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥 𝐧𝐚 𝐂𝐨𝐩𝐚 𝐝𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐝𝐨🇧🇷

🇧🇷𝐄𝐬𝐩𝐞𝐫𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐠𝐨𝐬𝐭𝐞𝐦🇧🇷

•Informações retiradas do Wikipedia•

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1 1958

A edição de 1958 da Copa do Mundo FIFA marcou a sexta participação da Seleção Brasileira de Futebol nessa competição. Era o único país a participar de todas as edições do torneio da FIFA, fato que persiste até hoje. O Brasil chegava pela segunda vez em uma final e enfrentaria a anfitriã, Suécia. A seleção brasileira obteria seu primeiro título mundial.

Após chegar perto da conquista nas edições de 1938 (3º lugar) e de 1950 (vice-campeonato), além do fracasso no Mundial de 1954, a seleção brasileira montou para o campeonato mundial na Suécia um esquema que primava pela organização, comparado à completa bagunça dos anos anteriores.

O empresário paulista Paulo Machado de Carvalho chefiou a delegação que viajou para a Suécia, que contava até mesmo com um psicólogo. O esquema tático do técnico brasileiro Vicente Feola fazia com que Zagallo atacasse e recuasse para marcar no meio-campo, dando origem ao 4-3-3. Com isso, o Brasil mostrou a mais sólida defesa do Mundial (quatro gols sofridos, ao lado do País de Gales). Na frente, o trio Pelé-Garrincha-Vavá fez história.

Segundo Pelé, a equipe de 58 foi mais forte do que a seleção de 1970: "individualmente, acho que a de 58 tinha muito mais jogadores que a de 70. Se você for ver, Didi, Nilton Santos, Garrincha, Pelé, Bellini, excelente em bola alta, Zito no meio. Se comparar o número de jogadores, 58 tinha a melhor equipe. ".

1958

Na disputa de uma das três vagas destinadas a seleções sul-americanas para a Copa de 1958, o Brasil caiu no Grupo 1, ao lado das seleções do Peru e da Venezuela. Mas os venezuelanos desistiriam da disputa pouco antes dos duelos. Com isso, a decisão de uma das vagas da CONMEBOL ficou restrita a brasileiros e peruanos.

Vicente Feola, que inicialmente foi indicado para assistente-técnico, foi designado o treinador da equipe. Convocou 31 jogadores, sendo mais dois extras aos treinos (Almir Pernambuquinho e Roberto Belangero).

O grupo foi submetido a exames médicos e odontológicos na cidade do Rio de Janeiro e em 10 de abril de 1958 seguiram para Poços de Caldas para a primeira fase da preparação, permanecendo ali 11 dias. A seguir o grupo instalou-se em Araxá para uma semana de treinos. No retorno ao Rio de Janeiro, os primeiros cortes foram feitos: o goleiro Carlos Alberto Cavalheiro da Portuguesa, o lateral Cacá do Fluminense, o volante Chico Formiga do Palmeiras, o volante Pampolini do Botafogo e o meia Almir Pernambuquinho do Vasco da Gama.

Providenciados jogos treino no Pacaembu contra o Corinthians e no Maracanã contra o Flamengo, antes de duas partidas contra o Paraguai (5-1) e (0-0) e duas contra a Bulgária (3-0) e (3-1). Em seguida foi divulgado os nomes dos últimos cortes: o goleiro Ernani Ribeiro Guimarães do Bangu, Jadir do Flamengo, Altair do Fluminense, Gino do São Paulo e Canhoteiro do São Paulo.

A seleção embarcou em 24 de maio e realizou duas partidas amistosas na Itália: em Florença contra a Fiorentina (4-0) e Internazionale (4-0). Chegou ao vilarejo de Hindås próximo a Gotemburgo, que foi o local de concentração da Seleção durante a Copa.

1958

Com um elenco fabuloso, a Seleção Brasileira enfim obteve o título de campeão mundial na Copa de 1958, após este lhe escapar em edições anteriores, e viu Pelé e Garrincha despontarem como grandes craques do futebol em todos os tempos.

A equipe dirigida pelo técnico Vicente Feola fez uma boa campanha na fase de grupos, como duas vitórias e um empate. O Brasil ficou no Grupo 4, ao lado de Áustria, Inglaterra e União Soviética. Para a Copa de 1958, o Brasil mudou a maneira tática de jogar, passando do 4-2-4 pra 4-3-3. A inovação tática foi o posicionamento de Zagallo como "ponta recuado". Conforme Zagallo: "Estávamos com sete jogadores atrás. Quando pegávamos a bola, eu entrava como se fosse um ponta esquerda ofensivo. Jogávamos ofensivamente com a posse de bola e nos fechávamos quando a perdíamos". A escolha de Zagallo para a função se deveu à preparação física: "Eu tive a felicidade de ser escolhido pelo Feola. Tinha outros bons pontas, como o Pepe, mas ele era um jogador de 50m. Eu era um jogador de 100m".

Na estréia, uma vitória por 3 a 0 sobre os austríacos. Na partida seguinte, contra os ingleses, apenas um empate em 0 a 0. Como não havia substituição durante os jogos, Vavá entrou no time titular no lugar de Dida. Devido à má apresentação da equipe, o treinador decidiu para o terceiro jogo substituir Joel, Mazzola e Dino Sani por Garrincha, Pelé e Zito. Na última rodada, os brasileiros eram obrigados a derrotar os soviéticos para garantir a classificação à próxima fase. Com Garrincha e Pelé enfim titulares, o Brasil começou arrasador a partida. Nos primeiros três minutos, a seleção colocou a bola na trave duas vezes e abriu o placar com Vavá. O correspondente do L'Équipe, Gabriel Hanot, denominou a atuação inicial do Brasil de "os três melhores minutos de futebol já jogados". O Brasil derrotou os soviéticos por apenas 2 a 0, mas a atuação foi considerada tão espetacular quanto a impressionante vitória sobre a Espanha na Copa de 1950.

Nas quartas-de-final, com Mazzola no lugar de Vavá, o Brasil teve dificuldades para eliminar o País de Gales por 1 a 0, com um gol antológico de Pelé. Nas semifinais, os brasileiros (com Vavá de volta) mostraram um grande futebol diante da Seleção Francesa de Futebol (que contava com o artilheiro da competição Just Fontaine) e venceram o rival por 5 a 2. Na final, diante dos donos da casa, outra grande apresentação. Apesar dos suecos até começaram bem, abrindo o placar, o Brasil mostrou tranqüilidade e repetiu o placar diante dos franceses por 5 a 2, a maior goleada de uma seleção em uma final de Copa do Mundo. A única novidade no time para a final foi a entrada de Djalma Santos no lugar de De Sordi.

1958
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2 1962

A edição de 1962 da Copa do Mundo marcou a sétima participação da Seleção Brasileira de Futebol nessa competição. Era o único país a participar de todas as edições do torneio da FIFA, fato que persistirá pelo menos a edição realizada no Catar em 2022. Foi a primeira em que o Brasil defendia o título de campeão, após a conquista do Mundial da Suécia, em 1958.

Garrincha foi eleito o melhor jogador da competição. Após uma primeira fase fraca, com apenas uma assistência contra a Espanha e nenhum gol, Garrincha assumiu o protagonismo na fase final, terminando a competição como artilheiro, ao lado de Vavá, com 4 gols, e ainda deu duas assistências

A campanha brasileira também foi marcada pela lesão de Pelé, na segunda partida da primeira fase contra a Tchecoslováquia. O rei foi substituído por Amarildo, que em surpreendente desempenho terminou como vice-artilheiro do torneio.

1962

Por conquistar do Mundial da Suécia, em 1958, a Seleção não disputou as eliminatórias, já que o último campeão tinha vaga assegurada junto com o anfitrião (Chile).

Depois da campanha vitoriosa de 1958 o então presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD, atual CBF), João Havelange decidiu repetir todos os passos do planejamento anterior para a conquista do bi campeonato.

A comissão técnica era quase a mesma de 58. Uma das poucas mudanças foi no cargo de técnico: saiu Vicente Feola, que sofria de nefrite aguda e problemas cardíacos, e entrava Aymoré Moreira. O time também contava com muitos jogadores da campanha anterior, mesmo aqueles já na época com idade mais avança: Nilton Santos (37 anos), Didi (32), Djalma Santos (33), Zito (29), Zagallo (30), entre outros. De fato, a média da seleção era de mais de 27 anos, um número considerado alto.

No dia 19 de Maio de 1962 a Seleção fez seu último treino no Brasil, no campo do Fluminense. A partir daí foi recebida por vários políticos, entre eles o governador do extinto estado da Guanabara, Carlos Lacerda, e o presidente da época, João Goulart. De Brasília rumou para Campinas, onde embarcou às 19h30 de 20 de maio para o Chile.

1962

Na primeira convocação foram chamados 42 jogadores (23 paulistas, 23 cariocas e 2 gaúchos). Com esses jogadores a seleção seguiu para Campos do Jordão para exames clínicos. Feitos os testes, a equipe seguiu para treinar em Nova Friburgo (RJ) e depois Serra Negra (SP). Nesse um mês de treinamento foi-se decidido os 22 jogadores. Como em 1958 só havia jogadores de clubes paulistas ou cariocas (13 atuavam em São Paulo, 9 no Rio).

A final da Copa do Mundo FIFA de 1962 foi disputada em 17 de junho no Estádio Nacional de Chile, em Santiago, entre a Seleção Brasileira e a Seleção Tchecoslovaca. Ambas as equipes já haviam se enfrentado antes neste mesmo torneio, e o resultado foi um empate. Foi a segunda vez na história das Copas que equipes que já haviam se enfrentando antes na mesma edição se encontraram novamente na Final (a outra havia sido em 1954, entre a Alemanha e a Hungria). Foi também a primeira vez que uma seleção européia chegou a uma final de Copa do Mundo disputada fora da Europa.

Esta foi a segunda vez que a Tchecoslovaquia disputou uma final de Copa do Mundo (a outra foi em 1934). Já com relação ao Brasil, tratou-se da segunda vez numa final (a outra foi em na edição anterior), já que em 1950 não houve uma final propriamente dita, e sim uma rodada final de um quadrangular.

Ao final de 90 minutos, o Brasil venceu a Tchecoslovaquia por 3–1 e se tornou bicampeão do mundo. Desta forma, essa foi a segunda, e por enquanto última, vez que uma equipe conseguiu o bi-campeonato da Copa de maneira consecutiva.

1962
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3 1970

A Seleção Brasileira de Futebol participou pela nona vez da Copa do Mundo FIFA.A então bicampeã mundial se classificara em primeiro lugar em seu grupo nas eliminatórias para a Copa do Mundo. Foi sorteado no grupo 3, onde enfrentou a Inglaterra, a Romênia e a Tchecoslováquia, classificando-se em primeiro lugar. Nas quartas-de-final, venceu o Peru, bateu o Uruguai nas semifinais e conquistou o título vencendo a Itália na final. A equipe brasileira desta copa contava com jogadores de grande prestígio nacional e internacional, como Pelé, Tostão, Rivellino, Gérson, Jairzinho, entre outros, sendo eleita pela revista World Soccer a melhor equipe de futebol de todos os tempos.

Na fase de grupos, o Brasil foi uma das duas equipes — a outra sendo a Alemanha Ocidental — a vencer todas as partidas. Na primeira partida, contra a seleção tchecoslovaca, a seleção brasileira virou o jogo, que teve o placar aberto por Ladislav Petráš, com gols de Rivellino, Pelé e Jairzinho (2). Este jogo ficou marcado por um lance que ficaria conhecido como "o gol que Pelé não fez", quando este chuta a bola em direção ao gol no meio de campo. A Inglaterra foi a segunda adversária do Brasil, vencida pelo placar mínimo, com gol de Jairzinho, partida essa marcada por uma defesa considerada por muitos comentaristas, historiadores e futebolistas como antológica do goleiro inglês Gordon Banks em cabeçada de Pelé. O terceiro jogo foi contra a Romênia, vencido pelo Brasil por 3 a 2, com dois gols de Pelé e um de Jairzinho.

1970

As dez seleções sul-americanas participantes das eliminatórias foram divididas em três grupos, A, B e C.O grupo B, no qual a seleção brasileira ficou, contava com quatro equipes, enquanto os demais contavam com três

1970

Nas quartas-de-final, venceu o Peru, então treinado pelo campeão mundial Didi, por 4 a 2, com gols de Jairzinho, Rivellino e Tostão (2). Contra o Uruguai, nas semifinais, o Brasil venceu de virada pelo placar de 3 a 1, com gols de Clodoaldo, Jairzinho e Rivellino, em uma partida marcada em outro lance famoso de Pelé, no qual ele aplica um drible de corpo no goleiro uruguaio e chuta a bola para fora. A final da Copa foi disputada pelas seleções brasileira e italiana, no Estádio Azteca. A partida foi vencida pelo Brasil, pelo placar de 4 a 1, com gols de Pelé, Gerson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres, sagrando-se como a primeira tricampeã mundial de futebol. Por este feito, o país ganhou a posse definitiva da taça Jules Rimet, como estipulado pelas regras da FIFA, Zagallo tornou-se a primeira pessoa campeã de Copa tanto como jogador como quanto técnico e Pelé tornou-se o primeiro e único jogador a vencer três edições de Copa do Mundo.

1970
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4 1994

A Edição de 1994 da Copa do Mundo marcou a décima quinta participação do Brasil nessa competição. Era o único país a participar de todas as edições do torneio da FIFA, fato que persiste até a última edição da Copa com o Brasil garantido, de 2022.

O técnico foi Parreira e o capitão Dunga. O Brasil conquistou o quarto título, se isolando, à época, como a seleção mais vencedora dos mundias.

A seleção brasileira começou a preparação para a Copa do Mundo de 1994 com Paulo Roberto Falcão como treinador. A escolha do novo técnico esteve entre Zagallo, Carlos Alberto Parreira, Paulo Roberto Falcão e Gérson. [1] A CBF tentava repetir o sucesso da Alemanha Ocidental, que foi campeã do mundo em 1990 tendo Franz Beckenbauer, como treinador e que também não tinha experiência anterior na função, apesar de ter sido auxiliar. Pesquisa do Sistema Brasileiro de Televisão, mostrou que o nome de Falcão era o favorito do público com 13% da preferência popular, seguido por Telê Santana com 4%. [2] Um ano depois, em agosto de 1991, Falcão foi demitido. O retrospecto de 15 jogos, 5 vitórias, 7 empates e 3 derrotas (48% de aproveitamento), o Brasil foi vice-campeão da Copa América de 1991. A cúpula da CBF acusava Falcão de "sumiços, que por inciativa própria, ficava dias sem aparecer na sede da CBF". [3] Falcão alegou que foi pressionado a convocar jogadores do Rio de Janeiro: "Tinha uma história em que, na época, o futebol carioca não estava legal. Então me colocaram assim: “De repente, entre convocar um jogador de São Paulo e um jogador do Rio, traz o do Rio se os dois tiverem o mesmo peso”. Aí não dá. Eu vou levar não importa de onde. ". [4]

Para o substituto de Falcão, as especulações caíram sobre os nomes de Carlos Alberto Parreira e Vanderlei Luxemburgo. [5] Confirmado, Parreira treinou a seleção com uma equipe alternativa na Copa América de 1993. Zagallo foi confirmado como assistente tendo a responsabilidade de cuidar da disciplina. "Não posso deixar que o técnico se exponha diretamente com os jogadores. Alguém tem que fazer esse trabalho. Minha experiência ajuda. ".

1994

Nas Eliminatórias, o Brasi estreou com um empate sem gol fora de casa contra o Equador seguido por uma derrota por dois a zero para a Bolívia, a primeira derrota da seleção na história das eliminatórias. Pesquisa Datafolha indicava que 67% dos torcedores queriam a saída de Parreira da seleção. [7] Após a partida, segundo Muller: "Parreira ia pedir demissão. Eu, o Ricardo Rocha, e outras lideranças, nos reunimos e dizemos que nos jogos de volta íamos voar baixo". [8] Branco: "Aquele dia na volta ao Brasil, o Parreira estava querendo vazar. Aí a gente no voo, acho que era eu, o Dunga, Ricardo Rocha, Taffarel não sei quem mais, pegamos o presidente no avião e falamos com ele. Aí na granja fizemos uma reunião, e tiramos essa ideia do Parreira sair da seleção. Aí chega em recife e tem a ideia do Ricardo Rocha de entrar de mãos dadas (em todos os jogos)". [9]

Para o terceiro jogo, Parreira trouxe de volta o contestado Dunga. [10] A recuperação aconteceu com goleada sobre a Venezuela em San Cristóbal, mas depois ocorreu um novo empate contra o Uruguai em Montevidéu. A seleção apresentava um futebol burocrático, de poucos gols.

Romário havia sido chamado para um amistoso contra a Alemanha em 1992, mas reclamou por ter ficado no banco. “Ele é desagregador e tem antecedentes. Já tomei minha decisão. O Brasil foi tricampeão do mundo por saber trabalhar junto. É claro que existia talento, mas a união foi um fator fundamental nestas conquistas. Romário quase acaba com nosso trabalho em apenas três dias. O Romário tinha que ter dito na conversa que se achava o titular. O que ele fez foi molecagem, pois tentou jogar a torcida contra nós”, declarou após a partida Zagallo. [11] As seguidas boas atuações do atleta no Barcelona deu origem a um clamor público por sua convocação.

1994

A comissão técnica cedeu ao apelo popular. Romário finalmente foi convocado para a última partida, no jogo decisivo contra o Uruguai, em que o Brasil precisava da vitória. Antes da partida, a rede britânica de televisão BBC propôs a Barbosa, goleiro do Maracanaço, fosse até o centro de treinamento da Seleção Brasileira em Teresópolis para gravar uma entrevista entre o ex-goleiro e o então titular, Taffarel. Parreira proibiu: "Proibi mesmo. Não quero contato com Barbosa ou nenhum jogador do passado. Não acrescenta nada".

Em campo, o Brasil derrotou o Uruguai por dois a zero, com dois gols de Romário e garantiu a classificação na última rodada.

Mozer, Ricardo Rocha e Ricardo Gomes e Márcio Santos foram os zagueiros convocados por Carlos Alberto Parreira em 1994.

Cerca de um mês antes do Mundial, Mozer teve que ser cortado por conta de uma hepatite e Aldair foi chamado para o seu lugar. Depois foi a vez de Ricardo Gomes, que sofreu um estiramento em um amistoso na véspera da Copa, dando lugar a Ronaldão.

Ricardo Rocha se machucou na estreia, mas continuou com o grupo. O jogador relatou mais tarde: "Fiz uma ressonância no outro dia e pensei que seria cortado. Porque não tem como ficar. Eu poderia ficar bom para o último jogo e os jogadores me chamaram, junto com Parreira, e disseram: "Você vai ficar". E eu tive medo. Acho que é a primeira vez que falo isso. Falei: "Gente, nós temos três zagueiros (Aldair, Márcio Santos e Ronaldão). Se machuca mais um vamos ficar só com dois. Era o início da Copa do Mundo. Então não tem como você ficar numa situação que pode prejudicar vocês. Eles falaram: "Não, você foi importante e vai ficar. Se precisar, Dunga vai pra zagueiro, Mauro Silva... Se não tiver outro zagueiro, claro, mas a gente quer você. " Chorei muito quando tive a lesão porque me preparei muito para essa Copa do Mundo, que era minha última. Mas o que acontece, os jogadores conversaram mais uma vez comigo. Romário me chamou, Parreira me chamou. E acordei no outro dia um "outro Ricardo". Se não dá pra ajudar dentro de campo, vou fazer de tudo fora de campo. ". [13]

Um pouco antes da estreia, Parreira acertou sua ida ao Valencia. Segundo o empresário Fernando Roig na Folha em 2 de Junho de 1994: “No final de semana acertei um pré-contrato com o procurador do técnico, o que significa, para mim, meio caminho andado. (…) Acertamos também um acordo com o preparador [físico], que foi indicado pelo Parreira. ”

No primeiro jogo, o Brasil venceu a Rússia por 2x0. Com 20 minutos Ricardo Rocha deixou o jogo. Segundo a Folha de S.Paulo: "O técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, cumpriu quase integralmente suas previsões. Ataque, meio-campo e defesa funcionaram. O teste só não foi completo porque a Rússia, salvo no início do jogo e no meio do segundo tempo, foi completamente dominada. Os meias Raí e Zinho não mais estão presos nos lados do campo, como "assessores" dos laterais Jorginho e Leonardo. Ao contrário, moveram-se pelo campo todo. ". [15]

Contra os Camarões nova vitória, por 3 a 0. Telê Santana analisou: "Foi uma boa vitória, mas podia ter sido melhor. A seleção brasileira não rendeu tanto quanto no jogo de estreia contra a Rússia, quando o normal seria exatamente o contrário, pois nossos jogadores estavam livres do nervosismo da estreia. Vendo bem, Camarões não foi uma só vez área brasileira em todo o primeiro tempo. E sua defesa não era exatamente sólida. Diante disso, para que tantos homens lá atrás? Para que Mauro Silva e Dunga de cabeças de área e Zinho e Raí embolados no meio campo. Tínhamos pela frente um adversário que nos permitia soltar mais o Dunga e fazer com que Raí e Zinho se projetassem mais. ". [16]

No terceiro jogo, Brasil e Suécia empataram em 1 a 1. Foi a primeira partida da seleção brasileira em estádio coberto em sua história. As maiores críticas foram à lentidão e falta de mobilidade do Brasil. Matinas Suzuki Jr. : "Além disso, o esquema idealizado por Parreira Copa é muito previsível: Raí por um lado, Zinho por outro, tentativa de subida ao ataque dos laterais. Todos os técnicos adversários já manjaram. ". [17]

Brasil e Estados Unidos jogaram em San Francisco no dia 4 de Julho, dia do aniversário da independência norte-americana, diante de quase 85 mil pagantes. Vitória do Brasil por um a zero. A nota desagradável foi a cotovelada de Leonardo em Tab Ramos, que causou não só a expulsão do lateral pelo resto da Copa, além dos danos físicos ao jogador norte-americano, que só se recuperou definitivamente em dezembro, quando voltou a jogar com o seu clube de então, o Bétis, da Espanha. Matinas Suzuki Jr. criticou: "Foi uma vitória constrangedora de um time medíocre e sem imaginação. Um futebol sem personalidade e medroso. ". [18] Telê Santana analisou: "Precisamos dar mais liberdade aos homens que atuam à frente de Mauro Silva. Nossa defesa jogou bem, não teve problemas. Logo, não há necessidade de armarmos barreiras defensivas contra times como o norte-americano. ". [19]

Nas quartas de final o Brasil enfrentou a Holanda. Vitória de 3x2 que pôs o Brasil na semifinal. Telê Santana analisou "Foi a melhor partida da Copa do Mundo até agora. Mais importante: foi a melhor partida realizada pelo Brasil nos Estados Unidos. Pode-se dizer tudo desta seleção, menos que ela não luta, não se empenha, não tem coração. Muito do que temos feito até aqui deve-se ao entusiasmo dos jogadores. ". [20]

Contra a Suécia na semifinais 1x0. Johan Cruijff elogiou: "Sem dúvida, a partida entre Brasil e Suécia foi, futebolisticamente, a mais bem jogado pela seleção brasileira nos campos dos Estados Unido. Não foram os suecos que se fecharam em sua área. Foram os "canarinhos" que os encurralaram, que fizeram esgotar, em 90 minutos, a força física de uma equipe perfeitamente organizada. O Brasil teve a indiscutível qualidade de dominar sempre, de controlar a partida durante todo o tempo, de impedir que os suecos colocassem o nariz além da sua metade do campo. E, o que é mais louvável, foi um domínio que criou perigo, que propiciou chances de gol. O fato de o Brasil ter marcado somente a dez minutos do final não foi mais do que uma anedota. ". [21]

Para a final, o Brasil enfrentou a Itália. O Brasil chutou vinte e duas vezes ao gol de Gianluca Pagliuca, contra seis do adversário. E acreditou na vitória até na prorrogação, quando Parreira trocou Zinho por Viola, um atacante genuíno. Romário desperdiçou uma bola sob as traves. O jogo acabou 0x0.

Começou a cobrança de pênaltis: Baresi chutou para fora; Márcio Santos chutou para as mãos de Pagliuca; Albertini fez 1x0 para a Itália; Romário empatou para o Brasil; Evani acertou, fazendo 2x1; Branco tornou a empatar para o Brasil; Massaro chutou para uma espetacular defesa de Taffarel; Dunga com muita raça virou para o Brasil, 3x2; restava Baggio, que chutou para o alto. O Brasil tornou-se tetracampeão do mundo. E Dunga levantou a Taça do Mundo, quatro anos depois do jocoso apelido Era Dunga. Os atletas comemoraram com uma faixa homenageando o falecido piloto de corrida Ayrton Senna, onde escreveram Senna este tetra é nosso.

Johan Cruijff se queixou: "Uma final sem gol é o pior para o espetáculo. Uma final que acaba em cobrança de penâltis depois que nenhuma das seleções foi capaz de marcar um só gol já é por si só o pior dos castigos para o espetáculo. (...). A partida foi ruim e não vale a desculpa de que dificilmente em uma final se pode ver bom futebol. O que acontece é que o Brasil jogou demasiadamente preocupado com seu rival e em nenhum momento conseguiu impor seu domínio de bola. ". [22] Tostão refletiu: "A seleção de 1994, dirigida por Parreira, não fascinou, mas era muito forte, no individual e no coletivo. Não agradou tanto porque jogou à moda inglesa da época, com duas rígidas linhas de quatro, recuadas, e dois atacantes. Nenhuma equipe do Brasil jogava dessa forma. Era considerado uma retranca. Como os dois volantes atuavam muito atrás e os dois meias muito abertos, com funções defensivas, os atacantes Bebeto e Romário ficavam isolados. O time dependia muito dos contra-ataques e das estocadas. Por outro lado, até hoje, essa é a maneira defensiva de jogar mais eficiente, pois os quatro defensores são protegidos por quatro jogadores de meio-campo. ".

1994
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5 2002

A edição de 2002 da Copa do Mundo marcou a décima sétima participação da Seleção Brasileira de Futebol na competição. O país manteve a situação de único país a participar de todas as edições do torneio da FIFA e conquistou o quinto título do torneio ao vencer a Alemanha na final por 2-0, em Yokohama.

Foi a segunda vez em que a Seleção Brasileira de Futebol utilizou o esquema 3-5-2 em uma Copa do Mundo, sendo a primeira em 1990. A equipe foi treinado por Luiz Felipe Scolari e o capitão foi Cafu. O Brasil venceu todas as partidas repetindo 1970.

O início do ciclo foi conturbado, com resultados ruins e diversas denuncias de corrupção envolvendo jogadores, dirigentes e treinadores. A pressão popular deu origem a duas CPIs. [3] O Brasil se recuperou dentro de campo e conseguiu se classificar à Copa do Mundo de 2002 na última rodada.

Os jogos marcaram acima dos 60 pontos de Ibope na Grande São Paulo. A final entre Brasil e Alemanha fechou com 67 pontos e 91% de índice share, que registra o percentual de televisores sintonizados na emissora no horário da partida.

2002

O Brasil passou por um ciclo instável. Com quatro treinadores durante as eliminatórias: Vanderlei Luxemburgo (8 jogos), Emerson Leão (3 jogos), Candinho (1 jogo) e Luiz Felipe Scolari (6 jogos). 104 jogadores convocados e perdeu seis dos nove jogos que fez como visitante.

O período Vanderlei Luxemburgo começou com a conquista da Copa América de 1999. Mas após ser desclassificado nos jogos olímpicos de 2000 para a seleção de Camarões com dois jogadores a mais em campo, e com diversas acusações na justiça, o treinador foi demitido em setembro de 2000. Luxemburgo foi acusado de falsidade ideológica, sonegação de impostos e de ter tirado proveito da venda de jogadores. O técnico fez acordo com o Ministério público, pagou indenização, mudou seu nome de Wanderley para Vanderlei e alterou sua data de nascimento.

Emerson Leão tentou montar uma "seleção caseira", apenas com atletas atuando no Brasil, sob a alegação de que os jogadores da Europa não respeitavam a seleção. Leão foi demitido no aeroporto de Narita, no Japão, pouco antes de embarcar para o Brasil, após a seleção perder a decisão para o terceiro lugar da Copa das Confederações FIFA de 2001 par a Austrália. [8] O período foi conhecido como "era leomar", devido a supreendente convocação do jogador Leomar Leiria. Em 2013, o presidente do Sport, Luciano Bivar, deu uma entrevista à Rádio Transamérica afirmando que tinha dado dinheiro a um lobista para que Leomar fosse convocado para a Seleção. Porém não disse se o dinheiro havia chegado ao então treinador. Na época, Leão chamou de ridículas as declarações de Luciano Bivar.

Luiz Felipe Scolari assumiu o comando da seleção em junho de 2001. Na Copa América de 2001 diversos jogadores pediram dispensa da seleção. Mauro Silva comunicou a decisão no aeroporto de embarque para a Colômbia alegando receio da violência. [10] Romário pediu dispensa alegando que faria uma cirurgia no olho. [11] O Brasil foi desclassificado na competição para Honduras o que foi considerado um "fiasco histórico". [12] A classificação para a Copa do Mundo ocorreu apenas na última rodada em vitória contra a Venezuela. A partida decisiva foi disputada no Maranhão, para agradar políticos, devido ao receio do presidente Ricardo Teixeira ser investigado.

2002

Na véspera da Copa do Mundo FIFA de 2002 havia um clamor popular pela convocação de Romário. Pesquisa do Datafolha indicava que 69% dos torcedores queriam ver Romário na copa. O jogador foi visto almoçando com o presidente Ricardo Teixeira às véspera da convocação. [14] Até o então presidente da república Fernando Henrique Cardoso se manifestou publicamente a favor do atleta: "Eu sou Romário. Sobre isso não há dúvida. O resto eu não respondo. Romário, eu sou". [15]

Romário não foi chamado para a Copa do Mundo e Luiz Felipe Scolari se justificou mais tarde: "Eu fui convidado a ir ao Rio de Janeiro para uma determinada situação dentro da CBF e um almoço com o Ricardo Teixeira. No mesmo dia, o Romário tinha saído de uma reunião com o Ricardo. (...) Almoçamos e ele me disse: "Felipe escolhe seus jogadores, quem sabe da seleção é tu, que vai ser responsabilizado é tu". A decisão é sua. O Romário é um jogador que nos 20 metros finais é fantástico. Mas eu tinha que montar uma equipe com um pouco mais de movimentação e uma marcação mais forte. Para isso, não podia contar com o Romário. Na minha opinião eu precisaria de mais velocidade. ". [16] Ricardo Teixeira teria ficado revoltado e não disponibilizou nenhum segurança para Felipão deixar a sede da CBF. [17] Um grupo de cinquenta manifestantes, com faixas e cartazes a favor da convocação de Romário, hostilizou o treinador e quase virou o táxi de Felipão. [18]

Rivaldo e Ronaldo Nazário tiveram sua presença questionada na Copa. Em maio de 2002, Barcelona queria fazer uma cirurgia no Rivaldo alegando que rendia apenas a 40%, mas foi vetado pelo médico da seleção brasileira, José Luiz Runco. [19] Convocado em março, Ronaldo Nazário não atuava desde 23 de dezembro de 2001. Felipão justificou: "Se o Ronaldo jogar ou não na Inter, ele vem ao Brasil para fazer parte do grupo. Nós não temos um tempo longo para esperar a Inter decidir pela escalação do jogador". [20] Runco: "O Ronaldo já estava em condições de jogo, mas toda hora tinha problemas musculares. Nós tínhamos um jogo amistoso em fevereiro e o Ronaldo voltou ao Brasil. Foram 30 dias de trabalho. Nós tivemos uma falha em uma manhã. Ele não foi nessa manhã. Ele fazia trabalho três vezes por dia, de manhã, tarde e complementação à noite. No resto, ele se dedicou. O problema é que a Inter tinha um técnico argentino, que tumultuou a vida do Ronaldo. Quanto ao Rivaldo, os quatro médicos do Barcelona queriam, queriam, que ele operasse. Nós bancamos. Mas na semana que ele iria se apresentar na seleção, ele torceu o joelho. Aí lá em Barcelona falaram que o Rivaldo estava fora da Copa. Aí eu disse: "olha, ele vai jogar. " E foi o que aconteceu. " [21]

O Brasil marcou amistosos no início de 2002 contra Bolívia, Arábia Saudita e Islândia visando realizar testes. Dos amistosos saíram jogadores com Kleberson, Anderson Polga, Gilberto Silva e Kaká.

A final da Copa do Mundo FIFA de 2002 foi disputada em 30 de junho no International Stadium, na cidade de Yokohama no Japão, entre a Seleção Brasileira e a Seleção Alemã. Foi a primeira vez que as duas equipes se confrontaram numa Copa do Mundo[1], a sétima vez que a Alemanha disputava uma final de Copa do Mundo, e a sexta do Brasil (sendo a terceira de forma consecutiva), já que em 1950 não houve uma final propriamente dita, e sim uma rodada final de um quadrangular.

Ao final de 90 minutos, o Brasil venceu a Alemanha por 2–0, com Ronaldo Nazário sendo o autor de ambos os gols. Com isso, o Brasil se tornou pentacampeão mundial, feito até hoje não igualado por mais nenhuma seleção. A Alemanha perdeu a final da Copa do Mundo pela quarta vez, mais um recorde no torneio.

O Brasil se tornou, também, a primeira equipe a conquistar a Copa do Mundo em 3 continentes diferentes (Europa, Ásia e Américas), feito igualado em 2014 pela Alemanha.

Ao vencer todos os 7 jogos dentro dos 90 minutos regulamentares, o Brasil igualou um feito somente conseguido uma única vez na história das Copas: na Copa de 1970, a Seleção Brasileira também vencera todos os seus jogos (naquela ocasião, porém, a Seleção disputou 1 partida a menos). Esse feito só aconteceu essas 2 vezes até hoje.

Foi ainda a segunda e última vez que uma Seleção chegou a terceira final consecutiva, permitindo que o lateral Cafu disputasse sua terceira final consecutiva, feito até então único e ainda não igualado por ninguém.

2002
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6 Cabooo

E foi isso meus anjinhos, todas as vitórias do Brasil. Agora esperamos que venha a sexta vitória, se Deus quiser vamos acrescentar a vitória de 2022 nesse Quiz.

QUE VENHA O HEXAAA 🇧🇷

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